Maria Ivone Vairinho e Poetas Amigos

Novembro 06 2009

Mundo que se abre!

Olhos que parecem águias a voar por cima dos cumes,
Veios ziguezagueantes riscando a montanha!
E o mundo parece maior!
 
De lá de cima vemos o infinito dos picos a tocar o céu...
Sobe, sobe, e a colina espreita a furar o chão da rocha negra.
Imponente o altar!
 
As sombras do fim da tarde dão-lhe tons de mágoa,
Suspiros de solidão, brisas de ondas perfumando a fraga.
Perante e imensidão somos uma gota de nada!
Um fio apenas ligado à corrente que nos leva serra acima
à luz da claridade.
 
Lá chegados o branco tece uma tela bordada
de pedaços de tule rendados com laivos de eternidade.
O tapete é único. Flor de neve ar fresco e puro
enchendo o peito de alvura.
A brisa gelada talha infinitos na paz da altura.
 
Na leveza estonteante o sol desce agonizante
pintando o cimo da serra com tons de fogo ardente.
Ali mais nada se sente!
A não ser a cor perdida pela noite que baixou.
Nosso olhar para trás ficou pendurado na beleza
Tal como a estrela da serra que encantada ali parou.
 
Aqui tudo começa:
o dia que resplandece, o fogo que a aurora tem,
a noite que cedo desce, o silêncio que estremece e o eco que vai e vem.
No murmúrio das águas paradas nas lagoas Escura e Comprida
Recolhemos as lágrimas dos mantos brancos de ternura e vida.
 
Daqui abraçamos o mundo tão vasto e profundo nas paisagens do amor
Aquele frio é calor que penetra o coração,
a estrada é linha traçada em melodia e canção.
Sem cor nas palavras o silêncio fala, o poema cala
para ouvir a voz do vento...
Tudo ali é eternidade , espaços floridos sem tempo...
A neve que do céu cai são flocos de quimera
a alindar a ternura duma nova Primavera.
 
Donzília Martins
22/02/08
publicado por mariaivonevairinho às 18:14

Novembro 06 2009

Quem no fado te viu, unhas na viola

Contida por lição, mas sem desgaste

No ouvido um compasso, por bitola

Nesse baixo, um horizonte que alargaste.

 

Os ventos que cruzaram e foi daí
Que resvalou o amor indesejado

O teu lugar apenas era ali,

Na solidão, esse poema honrado.

 

Por muito que lhe queiram convencer
Aprendeu, tocou, já foi o seu bastante

Paginou o livro dessa mulher

Prometeu não levar uma vida errante.

Tudo o que deixou, amou e assim seja
Interrogou-se na vida, definiu-se assim
Mudou de vida, que Deus lhe proteja
Deu espaço aos seus poemas, sem fim.

Este é o Fado do seu coração!
Que declama e entrega a sua voz
Estrofes que lhe dão satisfação,
Fado Encantado, em letra veloz.

  

(Na música do Fado Alberto)

 

Pinhal Dias – (Lahnip)


Pinhal Dias - www.pinhaldias.com

http://naturezahumana.nireblog.com/

www.osconfradesdapoesia.com

publicado por appoetas às 17:49

Novembro 06 2009

Quem escreve

sobre os evangelhos

e vai  beber à fonte

com passo de corrida,

logo fica sem guarida

deveria ser um assumido

de… “Madalena Arrependida”.

Vegeta no mundo,

com diarreia mental

essa sua mecânica

carece de inspiração

dizem que foi Nobel,

sem a nossa admiração…

Presumo que estudou

os livros apócrifos!?

Comungou esses relatos

históricos de guerras…

Agora rematas ou vendes

esses livros perdidos

Que encerras?

Revelas uma carência

de análise ao Livro Sagrado

«II Timóteo 3-16»

 

Finalmente…

Lançaste o livro “CAIM”

No teu afirmado:

- “A Bíblia é um livro

de maus costumes”

… Saibas que eu

não comungo

com os teus azedumes…

 

Se és o Saramago

Eu não te encaixo

És despido de religião

No … «Bota Abaixo»

 

Saramago foi de vez

Espanhol ou Português?

Sem a luz do Mago

Caim ou Saramago?

  

Pinhal Dias – (Lahnip)


 www.pinhaldias.com

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www.osconfradesdapoesia.com

 

publicado por appoetas às 17:45

Novembro 06 2009

Faça chuva

ou faça sol…!?

Haja harmonia

com essa melodia.

 

O rio sempre corre

para o mar,

sem nunca parar

encontrou a maresia

ondulando a poesia.

 

Mãe que dá

à luz um filho,

onde tudo satisfazia

no embalar da poesia.

 

O poeta escreveu

Na luz desse dia,

que lhe sorria

abraçando a poesia.

 

Aos beijos

que são desejos

de alma vazia

na doce poesia.

 

Na eternidade

irá refazer a sua

última morada,

seus versos escrevia

no tempo de poesia.


 

Pinhal Dias

29/08/2009

 

publicado por appoetas às 17:42

Novembro 06 2009

"Seja compreensivo"
«Reflexão»  

 

"Não procuro saber as respostas,
procuro compreender as perguntas."
(Confúcio)

 

 

Muitos há por aí

que andam

incomodados

não respeitam

e querem

ser respeitados.

São uns pobres coitados.

Se andam ignorados!?

Simbolizam

os indesejados

desligados,

afunilados,

numa corrente

sem respostas,

emprenham p’los ouvidos

sem compreenderem

a condução que une

os dois pólos,

depois levam

um esticão,

caem no chão

nesse ser abusivo

demonstrativo,

e são fluentes

de negras correntes…

 

E Deus dá nozes

a quem não tem dentes”

No açoite de uns

é o acordar de outros

no acto compreensivo.

 

Pinhal Dias – (Lahnip)

http://artesonhador.atspace.com/

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publicado por appoetas às 17:39

Novembro 06 2009

"A alma do poeta."
«Reflexão»  

 

 

Um despertar

de ideias

ao poeta

que medeias.

Quem escreve

e sente

não pode agir,

sem poetar.

Esse Poeta

é a alma da gente.

Quantas vezes

ele se perde

para se encontrar.

É firme no que diz,

p’ra sentir a alma

do povo feliz.

A sua divulgação

flui

…sem renúncia,

na solidez

dessa mesma

pronúncia.

Pinhal Dias – (Lahnip) - Janeiro 2008


 

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publicado por appoetas às 17:34

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